CBA, Kartódromo de Imperatriz, Sebrae e Senai discutem formação de mecânicos para o kart
Agenda estratégica prevê curso com capacitação técnica, prática e empreendedora para jovens e adultosRepresentantes da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), do Kartódromo Internacional de Imperatriz, do Sebrae e do Senai Imperatriz iniciaram as discussões para a criação de um programa de capacitação técnica e empreendedora destinado à formação de mecânicos para o automobilismo, com foco inicial no kart.
A agenda estratégica foi realizada no Kartódromo Internacional de Imperatriz e teve como objetivo analisar a demanda por profissionais especializados, conhecer a estrutura disponível e definir as possíveis atribuições de cada instituição na elaboração do projeto.
Participaram da visita o gerente do Senai Imperatriz, Deglison Xavier; o supervisor técnico Tiago Torres; os instrutores Rodrigo Ventura e Ricardo Silva; e a gerente do Sebrae na Unidade Regional Tocantina, Marcia Martins.
A proposta surgiu a partir da demanda das equipes e da escassez de profissionais capacitados para atuar na preparação e manutenção dos karts. O objetivo é criar uma formação estruturada, com conhecimentos teóricos, atividades práticas e acompanhamento de profissionais experientes.
O curso deverá ser destinado a jovens e adultos interessados em ingressar no automobilismo como mecânicos, preparadores ou integrantes de equipes. A formação também poderá contribuir para que os participantes avancem para funções como chefe de equipe ou desenvolvam o próprio empreendimento.
A previsão inicial é que o conteúdo seja organizado em módulos de 40 a 60 horas. O aluno começaria pelos fundamentos da mecânica e avançaria gradualmente para áreas específicas do kartismo, de acordo com o conhecimento adquirido em cada etapa.
O Senai deverá utilizar a experiência que já possui em cursos relacionados aos setores automotivo e de motocicletas para adaptar a formação às características dos equipamentos de kart. Os representantes da instituição visitaram o kartódromo para conhecer as diferenças entre os karts convencionais e os utilizados nas competições.
A CBA deverá contribuir com os manuais técnicos, as normas, as homologações e os critérios de conformidade utilizados no automobilismo. O engenheiro Ricardo Molina, responsável técnico da Comissão Nacional de Kart (CNK), deverá colaborar com a elaboração dos conteúdos e atuar como mentor técnico do projeto.
O Kartódromo Internacional de Imperatriz poderá receber as aulas práticas, os treinamentos e as atividades de acompanhamento. A estrutura permitirá que os alunos tenham contato com os equipamentos e observem o trabalho de mecânicos e profissionais que já atuam nas competições.
O Sebrae deverá participar da formação empreendedora, orientando os futuros profissionais sobre gestão, organização financeira e criação de negócios. A instituição também poderá colaborar com ações relacionadas ao turismo esportivo e ao aproveitamento econômico dos eventos realizados no kartódromo.
Além das competições automobilísticas, o Kartódromo Internacional de Imperatriz possui estrutura que poderá receber outras atividades esportivas, como ciclismo e corridas em circuitos internos e noturnos, além de atividades de recreação. O espaço também poderá ser utilizado para aulas práticas relacionadas a diferentes modalidades.
Para Luanda Dantas Guerra, do Kartódromo Internacional de Imperatriz, a formação estruturada pode reduzir o tempo necessário para o aprendizado e ampliar as oportunidades de ingresso no mercado de trabalho. “Na maior parte das vezes, o mecânico aprende pela convivência e pela observação do trabalho de outros profissionais. Esse conhecimento adquirido no dia a dia é importante, mas uma formação estruturada, acompanhada pela prática no ambiente adequado e pelo treinamento com pessoas experientes, forma o tripé de uma boa capacitação”, afirmou.
Luanda também destacou a importância da educação técnica para atender às necessidades do mercado e acompanhar o crescimento do automobilismo. “A formação técnica é tão importante quanto qualquer formação universitária. Existe uma demanda por bons mecânicos e profissionais preparados. Vimos nesse projeto uma oportunidade de oferecer educação estruturada, trabalho e possibilidade de renda para pessoas que se identificam com a área”, disse.
Segundo ela, o crescimento do automobilismo também exige a formação de novos profissionais para atender à demanda das equipes. Luanda destacou que pilotos dependem de mecânicos, preparadores e outros integrantes para competir. 'Em quatro anos, a CBA saiu de cerca de sete mil para quase 14 mil pilotos em sua base. O número praticamente dobrou', afirmou.
A proposta ainda está em fase de análise e estruturação. Caso seja implementado e apresente os resultados esperados, o modelo poderá ser levado pelo Senai para outras unidades e estados, ampliando a formação de profissionais para o automobilismo brasileiro.

—-
Comunicação CBA / comunicacao@cba.org.br
Autor: Assessoria de Imprensa

