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Noticias

06/09/2017
Victor Franzoni comemora título e faz planos para 2018

Em entrevista ao site da CBA, piloto brasileiro, que também é mecânico, fala de sua temporada na Pro Mazda e os planos para a Indy Lights

O brasileiro Victor Franzoni está garantido na temporada de 2018 da Indy Lights, a categoria de acesso à IndyCar. Victor conquistou, no último fim de semana, o título da Pro Mazda Championship, uma das categorias de base do automobilismo nos Estados Unidos. O brasileiro venceu as provas em Watkins Glen, uma das mais tradicionais pistas dos EUA, e ficou com o título.

"Estou muito feliz. É um sonho e um objetivo conquistado. Foi muito legal! Precisava muito desta conquista, era minha última chance. Precisava ser campeão para garantir minha vaga na Indy Lights, era impossível fazer outro ano no automobilismo sem isso", afirmou Franzoni, em entrevista ao site da CBA.

Victor fechou contrato com a Juncos Racing, equipe e que inclusive participa da Indy Ligths e da IndyCar, poucos dias antes do início do Pro Mazda Championship. Sem patrocínio, dividiu o tempo entre ser piloto e mecânico. Como mecânico, Franzoni trabalha na USF-2000 e no kart, na equipe Orsolon Racing, do brasileiro Fabio Orsolon.

"Sou um bom mecânico e um bom piloto. Mas prefiro ser piloto, claro. Ser mecânico ajuda a ser piloto e uso isso para ajudar nos acertos dos carros para as corridas. E funcionou para mim", explicou.

Garantido na Indy Lights em 2018, Victor Franzoni não lagará o trabalho como mecânico. O dinheiro que irá receber trabalhando no carro de outros pilotos servirá para pagar despesas extras, que não são cobertas pelo prêmio conquistado com o título da Pro Mazda. Despesas como treinos extras, consertos. além de viagens e hotéis.

Confira abaixo a entrevista completa:

Você garantiu a vaga na sua equipe pouco antes de a temporada começar e acabou com o título. Como foi a temporada?
Fechei com a Juncos Racing uma semana antes de a temporada começar. Eles já me conheciam, mas tem sempre a questão econômica. E depois foi acontecendo. A temporada tinha tudo para ser bem chata, mas acabou sendo especial. Eu e o australiano Anthony Martin disputamos até o fim. Eu ganhava uma, ele ganhava a outra. Chegamos na última etapa com cinco vitórias cada, mas eu estava com dois pontos de vantagem. Aí deu tudo certo em Waltikins Glenn e fiquei com o título.

E como você conseguiu essa vitória contra o Martin?
Foi muito difícil. Mas as pistas ovais nos "salvaram". A gente sempre foi mais rápido nelas e nas pistas de alta. Foram nessas pistas que conseguimos nos sobresair e ter condições de ganhar o título.

E você gosta dos ovais? Alguns brasileiros reclamam...
Eu gosto bastante dos ovais. Um oval sempre é diferente. Não parece muito difícil, afinal é só virar duas vezes para a esquerda. Mas eu me divirto muito nos ovais. É sempre muito legal. Até parece meio simples de pilotar, às vezes até é, mas estamos sempre perto do muro, na disputa alguém pode tocar o outro e temos que controlar. E o acerto do carro é muito importante. O acerto é quase tudo. E o piloto faz muita diferença neste acerto. É preciso desenvolver o carro e gosto muito disso. Tenho facilidade em desenvolver um carro.

Aí entra sua experiência como mecânico?
Ajuda muito. Essa experiência me ajuda a identificar as coisas com maior facilidade. Ajuda a pedir para um mecânico fazer um acerto e até a pedir ao engenheiro exatamente o que precisa para melhorar. Sem dúvidas é muito importante.

E você é melhor piloto ou mecânico?
Sou um bom mecânico e um bom piloto. Mas prefiro ser piloto, claro. Ser mecânico ajuda a ser piloto e uso isso para ajudar nos acertos dos carros para as corridas. E funcionou para mim.

Mas agora garantido na Indy Lights você vai abandonar a carreira de mecânico?
Não. Vou até ter que trabalhar mais (risos). São mais etapas e os custos são ainda mais altos.

Mas e a premiação?
A premiação cobre os custos do carro e da temporada, mas não os extras. Tem hotel, viagem, treinos extras, batidas... E eu sei que vou precisar destes extras, não dá para chegar lá e só pilotar. A preparação é muito importante.

O carro muda muito?
O carro da Ligth é bem rápido. Chega a ser somente 3 segundos mais lento que o da Indy. O carro tem motor turbo e é maior que o da Pro Mazda. É uma questão de adaptação e tem esse desafio de usar o motor turbo e andar bem. Vai ser bem divertido.

E a expectativa?
São as melhores. Assim como essse ano, sei que será minha última chance. Deu certo trabalhar assim neste ano e vou fazer o mesmo agora. Tenho que sentar no carro e fazer o melhor possível rapidamente.

Esse ano também era sua última chance?
Era sim. Sabia que se não ganhasse o título, não conseguiria fazer outro ano. Os custos são muito altos e não tenho como pagar. Não tenho nenhum patrocínio e troquei algumas necessidades pelo meu trabalho como mecânico. Por exemplo, o custo de pneu. Trabalhei com carros da USF-2000, outra categoria de base, e na Orsolon Racing, que é uma equipe de kart. Mas deu tudo certo e eu consegui, junto com a minha equipe, os resultados que precisávamos. Foi muito importante.

E como foi essa conquista?
Estou muito feliz. É um sonho e um objetivo conquistado. Foi muito legal! Precisava muito desta conquista, era minha última chance. Precisava ser campeão para garantir minha vaga na Indy Lights, era impossível fazer outro ano no automobilismo sem isso.

Você disse que iria pilotar em 2018 como agora, com essa coisa de ser o "último ano". Não se sente pressionado?
Não fico me pressionando. É um jeito de me preparar. Esse ano pensei corrida por corrida. Não quis pensar no campeonato como todo. Fui aos poucos. Pensando em ganhar, mas sem ficar criando expectativas para o final. Pensei em ganhar cada corrida e esquecendo do resto. Deu certo neste ano e vou fazer isso de novo. A parte psicológica é muito importante e eu sou forte nisso.